Requisito não é nota promissória

Opa.

Você trabalha com requisitos? Já trabalhou com requisitos em contextos ágeis? Tem curiosidade em saber como se trabalha com requisitos em contextos ágeis? Então essa série de artigos é pra você…

De todas as definições que eu encontrei no mercado e depois de tanto escrever sobre o assunto, adotei a seguinte definição de requisito em meu trabalho:

Um requisito é uma solicitação, um desejo ou uma necessidade.

Essa definição reflete de forma mais apropriada o que um requisito realmente representa na prática.

Pode ser que você estranhe eu utilizar a palavra desejo, pois em alguns contextos um requisito é visto como uma nota promissória.

Mas talvez você se pergunte: “Como assim uma nota promissória?”

Eu explico…

Imagine que você me faça uma empréstimo de R$ 5.000,00. Eu então assumo a dívida e a responsabilidade de te devolver esse montante em 30 dias.

Uma nota promissória é um título em que o emissor assume a responsabilidade de pagar uma certa quantia em um prazo determinado.

Portanto, neste caso, eu emito uma nota promissória me comprometendo a te devolver o montante emprestado no valor de R$ 5.000,00 em 30 dias.

É justamente isso o que acontece em cenários onde um requisito é visto como nota promissória, a parte interessada declara o requisito (dívida) e o analista assume a responsabilidade de implementá-lo (pagar de volta).

E, como acontece com uma nota promissória, caso o requisito não seja implementado (pago), o analista é responsabilizado (protestado).

Neste paradigma um requisito, embora possa mudar, o processo, as técnicas e as ferramentas utilizados, não contribuem e não enxergam as mudanças com bons olhos.

E, por não enxergar a mudança como algo natural ao processo de trabalho com os requisitos, uma série de problemas surgem.

Não é a toa que boa parte do trabalho com requisitos é feito no início do projeto e frequentemente escutamos do cliente aquela máxima:

“Não era bem isso o que eu queria”.

Mas, nos últimos anos, um novo paradigma tem sido utilizado para tratar os requisitos.

De maneira bem simplista, é encarar os requisitos como hipóteses.

No próximo artigo vou te explicar o que é esse novo paradigma.

Grande abraço,

Marcelo Neves

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